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Vereadora de Teresina é presa acusada de envolvimento com organização criminosa

Tatiana Medeiros (PSB) é alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta.

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 Foto: redes sociais

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quarta-feira a vereadora Tatiana Medeiros (PSB), de Teresina, acusada de envolvimento com uma organização criminosa. Segundo as apurações, há suspeita de envolvimento de uma facção no processo eleitoral de 2024, quando ela conquistou a vaga na Câmara Municipal da capital piauiense com 2.925 votos.

De acordo com a PF, a campanha de Medeiros foi bancada com recursos oriundos de um grupo criminoso e com verbas desviadas de uma organização social, o Instituto Vamos Juntos, da qual é presidente. A ONG foi fechada pela polícia em meio às investigações.

Na operação em andamento, a PF cumpre ainda um segundo mandado de prisão preventiva, três de busca e apreensão e outros três de afastamento da função pública – entre elas, o da própria Tatiana Medeiros, que deixa o cargo de vereadora. Os agentes estão nas ruas em Teresina e na cidade de Timon, que fica no estado do Maranhão e é vizinha à capital do Piauí.

Uma segunda pessoa, que estava com mandado de prisão em aberto, foi presa durante a ação policial desta quinta.

“A investigação, iniciada após a divulgação dos resultados das Eleições 2024, identificou elementos que apontaram vínculo entre candidata eleita ao cargo de vereadora na capital piauiense e expoente de facção criminosa violenta com grande atuação no  estado”, aponta a PF.

Na última semana, Tatiana Medeiros tinha sido afastada do cargo de secretária-geral do PSB em Teresina. A direção do partido citou as investigações em andamento como motivo para a decisão.

Em entrevista à TV Cidade Verde na terça-feira 1º – antes de ser presa, portanto – a vereadora lamentou o afastamento do cargo no partido e disse não ter tido oportunidade de se defender.

“[Recebi] uma folha de papel com a decisão, sem número de processo, sem prazo, sem respeitar o devido processo legal, como a ampla defesa, o contraditório e a presunção de inocência. Não tive direito a nada. Atos discriminatórios muito nítidos”, afirmou.

 

 

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Fonte: Carta Capital

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