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Encontro de Famílias Atípicas ocorre em Castelo do Piauí após polêmica envolvendo conselheiro tutelar

O caso envolvendo o conselheiro tutelar gerou revolta e indignação de pais e mães de crianças com TEA.

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 Foto: WebTvCastelo

Aconteceu no último Sábado (17) na Câmara de Vereadores de Castelo do Piauí, mais um encontro de Famílias Atípicas, com a temática "Por mais respeito, compreensão e conhecimento". Famílias atípicas são aquelas que têm integrantes com Transtorno do Espectro Autista. E, a reunião ocorre todos os meses no município de Castelo do Piauí.

O encontro contou com a presença do vereador Anderson Lima, dos advogados Herison Milanez e Cristiane Lima, da educadora física Deusilene Marques, das conselheiras tutelares Cássia Brandão e Cruzinha e de várias famílias atípicas do município.

Na conferência foram debatidos assuntos pertinentes à realidade de quem lida com o autismo diariamente, incluindo a criação de uma associação que englobe essas famílias.

Uma polêmica envolvendo um membro do Conselho Tutelar de Castelo do Piauí esteve entre os temas debatidos. O caso gerou revolta e indignação de pais e mães de crianças com TEA.

Entenda a polêmica

Um membro do CT de Castelo do Piauí estava soltando fogos de artifício por ocasião das festividades de carnaval, quando foi alertado em um grupo de WhatsApp que não deveria fazer isso em consideração aos animais e às crianças autistas que sofrem com a barulheira.

Em resposta, o homem enviou áudios no mesmo grupo onde fala de forma totalmente inadequada, tanto em relação aos animais quanto em relação aos autistas.

“Agora vocês peguem o cachorro de vocês e botem dentro do guarda roupa. Nasci e me criei soltando foguete e agora nessa geração é uma besteira com negócio de cachorro. Acho que no tempo que nasci também não tinha esse negócio de autista. Agora tem uma besteira com negócio de autista. Boa noite e o foguete vai torar até de manhã. Só se a polícia vir aqui. Agora tem que vim com a ordem judicial”, diz trecho do áudio.

Em um segundo áudio o homem informa que foi obrigado a parar com os fogos após a Polícia Militar lhe fazer uma visita. No mesmo áudio, no entanto, ele reitera sua posição preconceituosa em relação aos autistas.

O referido áudio foi compartilhado em vários grupos e gerou muita revolta, sobretudo por tratar-se de um conselheiro tutelar, alguém que deveria primar pelo direito de crianças e adolescentes, incluindo autistas.

Na reunião deste sábado as famílias que possuem membros autistas puderam expressar sua indignação contra as falas do conselheiro, e a representante, Gilmara Lima, pediu com veemência uma reposta das autoridades competentes.

Em uma matéria veiculada pelo Portal Campo Maior em Foco, o conselheiro se retratou, disse estar sob efeito de álcool e pediu perdão aos ofendidos.

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Fonte: Walton Carvalho/WebTvCastelo

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