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13/03/2020 às 13h09
Exame de coronavírus em Bolsonaro dá negativo, publica presidente

O resultado foi divulgado, nesta sexta-feira (13/3), pelo próprio presidente no Facebook

Correio Braziliense

Dias depois de classificar a pandemia de coronavírus como uma “fantasia” da imprensa, o presidente Jair Bolsonaro testou negativo para a doença. O resultado foi divulgado, nesta sexta-feira (13/3), pelo próprio presidente no Facebook. "HFA/SABIN atestam negativo para o COVID-19 o Sr. Pres. da República Jair Bolsonaro", diz a publicação. Na imagem postada, o chefe do Executivo postou uma foto do dia em que fez um gesto de banana para jornalistas.

O teste positivo do Secretário de Comunicação da Presidência da República, Fabio Wajngarten, para o novo coronavírus Covid-19 fez com que o chefe do Executivo se submetesse a exames para saber se tinha a doença. Wajngarten viajou junto com Bolsonaro para os Estado Unidos.

Além de Wajngarten, integraram a comitiva de Bolsonaro à Miami, o filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, o ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, entre outros nomes do alto escalão do Executivo e de parlamentares. Eles também foram submetidos ao exame. O ministro de Estado de Minas e Energia, Bento Costa testou negativo para o vírus.

Bolsonaro de máscara

Na noite de ontem, o chefe do Executivo brasileiro seguia sem sintomas. Em live, no Facebook, com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ambos estavam de máscara. Bolsonaro estava com uma máscara cirúrgica, enquanto Mandetta utilizava uma do modelo n-95, a mais indicada para evitar a contaminação por vírus. Durante a transmissão, Bolsonaro explicou o uso do equipamento.

“Uma das pessoas que veio conosco no avião deu resultado negativo, a gente espera que todo mundo dê negativo e fique o positivo só com o Fábio que está de quarentena em casa em São Paulo. Não tem uma grande letalidade, mas quem tem mais de 65 anos aumenta um pouquinho, na base de 15%. Então a cada 100 pessoas acima de 60 anos, que é o meu caso, podem ter complicações mais graves. Estou usando máscara porque nessa recente viagem aos EUA, uma das pessoas, que veio comigo no voo quando desceu em SP, foi fazer uns exames habituais e deu positivo para o coronavírus. Então todo mundo que estava no voo, todos nós, coletamos material”, apontou.

Na live, Mandetta comentou quais seriam as medidas caso o resultado de Bolsonaro desse positivo. “Um homem de 64 anos, rígido, que faz as suas caminhadas, já passou seu organismo por agressão, foi aquela facada mal explicada, que superou, que tem o sistema imunológico forte, tem que manter o cuidado por conta das outras pessoas. Se der positivo, o presidente vai ter que despachar daqui [Alvorada]. A gente vai recomendar o isolamento domiciliar. Se não der positivo, ou der outro vírus, a gente libera, vida que volta ao normal. Todo mundo tomando os cuidados de higiene", disse o ministro da Saúde. Bolsonaro completa 65 anos no próximo dia 21.

"Outras gripes mataram mais"

No último dia 11, questionado sobre a doença na entrada do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que ‘outras gripes mataram mais’ do que o coronavírus. Ele também minimizou a crise econômica e disse que a "questão do coronavírus" não é "isso tudo que a mídia propaga". A fala foi dita na Conferência Internacional em Miami antes de embarcar de volta para o Brasil. Segundo ele, se se trata muito mais de uma "fantasia" propagada pela mídia no mundo todo.

"Durante o ano que se passou, obviamente, temos um momento, uma crise, uma pequena crise. No meu entender, muito mais fantasia, a questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propala ou propaga pelo mundo todo”.

O discurso de Bolsonaro segue a mesma linha do líder americano Donald Trump, de amenizar o impacto da doença. No último dia 9, Bolsonaro disse que as notícias sobre a doença estavam "superdimensionadas." “Tem a questão do coronavírus também, que, no meu entender, esteja sendo superdimensionado o poder destruidor desse vírus. Talvez esteja sendo potencializado por questões econômicas”,  afirmou, sem especificar.


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