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17/08/2018 às 14h47
Violência contra a mulher, precisamos falar sobre isso

Segundo dados do Relógio da Violência, do Instituto Maria da Penha, a cada 7,2 segundos uma mulher é agredida fisicamente e cerca de 43% das agressões acontecem dentro da casa da própria vítima.

Da Redação

Atualmente muitos assuntos que não eram discutidos há alguns anos, estão sendo temas de grande repercussão, alguns destes como: igualdade de gênero, feminismo, empoderamento. Estes são alguns assuntos que fazem parte da conversa cotidiana das pessoas. Entretanto, apesar de o grande efeito que causa e mudanças que ocorrem por estar sendo abordado, ainda existem pessoas que não o compreendem e pensam que o homem é superior à mulher e que têm o direito de mostrar a sua “superioridade” por meio da violência.

Recentemente no dia 22 de julho de 2018 ocorreu um ato de violência contra Tatiane Spitzner que era casada com Luís Felipe há cinco anos, onde viveu um relacionamento abusivo, com agressões tanto físicas, como verbais. Após tanto maltrato que Tatiane sofreu pelo seu marido, ela foi encontrada morta, após cair no 4º andar de um prédio. As câmeras do prédio filmaram algumas cenas fortes que ocorreu antes da morte de Tatiane. Nos vídeos mostram a vítima desesperada correndo do marido e após entrar no elevador, ele a segura forte para não fugir. Luís a puxa para dentro do apartamento no 4º andar e depois de algumas horas Tatiane aparece morta após queda desse mesmo andar. “Tatiane teve uma fratura no pescoço, característica de quem sofreu esganadura. A suspeita é a de que Luís Felipe tenha apertado o pescoço da mulher com as mãos até provocar uma asfixia e a fratura”, relata a promotora.

Segundo dados do Relógio da Violência, do Instituto Maria da Penha, a cada 7,2 segundos uma mulher é agredida fisicamente e cerca de 43% das agressões acontecem dentro da casa da própria vítima. Muitas mulheres passam por alguma violência seja física ou verbal, no próprio relacionamento, trabalho, rua ou na própria casa. É muito comum ter casos de constrangimentos com algumas palavras “inofensivas” como: “É você quem vai dirigir? Vixe…”, “É claro que você conseguiu emprego, com essa roupa até eu.”, “Vai sair com essa roupa curta? Depois quanto te ‘elogiam’ você não gosta”. Frases comuns que muitas mulheres ouvem no seu dia a dia e sofrem caladas.

Com base nas informações mencionadas, compreende-se que muitas mulheres sofrem de abuso em muitos lugares através de algumas ações, do trabalho até na sua própria casa e até mesmo de mulheres. Sofrem caladas com medo de perder a pessoa, julgando que aquilo é algo simples que ela deve esquecer e que às vezes até sente que é por sua culpa. Ademais é importante não só buscar ajuda como denunciar para que outras mulheres não passem pelas mesmas situações. Com isso, é de suma importância que toda mulher que sofra algum abuso denuncie e procure ajuda, para que o caso não vá tão além a ponto da vítima morrer, como ocorreu com Tatiane.

Além do dever de todas as mulheres se unirem para que essas atitudes inadmissíveis não aconteçam.

Por: Lara Dias/ https://www.vlvadvogados.com/advogado-sao-miguel-do-tapuio-pi/

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