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As cidades não devem esperar boas notícias de Brasília em 2018, diz Ziulkoski em entrevista ao G1

Estudo da CNM constatou que a União deixou de repassar R$ 37 bilhões às prefeituras em recursos prometidos, mas que não foram entregues.

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 Paulo Ziulkoski,presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM)

A crise financeira dos Municípios sempre alertada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) ganhou destaque na mídia nacional mais uma vez. Um estudo sobre a situação econômica dos Entes federados feito pela entidade serviu de base para uma matéria publicada pelo site de notícias G1. Em entrevista ao veículo, o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, afirmou que as cidades não devem esperar boas notícias de Brasília em 2018.

O estudo da entidade constatou que a União deixou de repassar R$ 37 bilhões às prefeituras em recursos prometidos, mas que não foram entregues. Com isso, eles entram nas contas de restos a pagar das prefeituras para 2018. "A União vai gastar um pouco em investimento neste ano, mas serão os restos a pagar que estão sendo executados. Não vão investir nada", afirmou ao G1 o líder do movimento municipalista brasileiro.

Para Ziulkoski, nem mesmo o fato de 2018 ser um ano eleitoral – o que costuma elevar os gastos com investimentos – deve garantir aumento nos repasses federais. "[O repasse da União] vai ser menor, embora seja um ano eleitoral. Vai ter muita miragem. Vai ter muito prefeito que vai em Brasília atrás de [dinheiro de] emenda [parlamentar] que nunca vai ser paga”, frisou.

Na entrevista, Ziulkoski reforçou ainda que o cenário de queda em investimentos combinado com déficits primários não surpreende, pois as cidades estão estranguladas até mesmo para arcar com os gastos correntes. Essa despesa deve crescer mais que a inflação prevista para 2018 (3,6%), em 19 das 26.

Orçamento 2018
Intitulada como Metade das capitais prevê déficit primário mesmo com investimento menor em 2018 a matéria destaca que o orçamento para 2018 das capitais brasileiras é o primeiro elaborado pelas gestões eleitas em 2016. De acordo com o G1, a maioria delas, 19, está prevendo investir menos que havia sido orçado para o ano anterior.

Apesar disso, 13 pediram e conseguiram autorização para terminar 2018 com déficit primário - ou seja as receitas, como impostos e transferências de Estados e da União, não serão suficientes para bancar as despesas, como pagamento de pessoal e investimentos, sem contar as operações financeiras, como pagamento de juros e amortização de empréstimos. A diferença precisa ser coberta por novos empréstimos, caixa ou venda de ativos.

Essas informações divulgadas pelo site de notícias é um levantamento feito por eles sobre as contas públicas das 26 capitais. Segundo o G1, foram analisadas as leis orçamentárias que foram propostas pelos prefeitos, aprovadas pelas Câmaras municipais e sancionadas, e as prestações de contas já publicadas.

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