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08/11/2017 às 12h48
No Piauí: Famílias de vítimas de feminicídio se unem em protesto em frente a quartel da PM

Para fortalecer a manifestação, familiares conseguiram ônibus para que mais pessoas também possam "abraçar" a causa.

cidadeverde

 Famílias de duas mulheres vítimas de feminicídio em Teresina se unem em manifestação na frente do Quartel Geral da Polícia Militar do Piauí. O movimento- que pede Justiça e o fim da violência contra a mulher- está marcado para as 17h, desta quarta-feira (08). 

Ambos os casos ocorreram em 2017: Iarla Barbosa foi assassinada pelo namorado, que era tenente do Exército; Já Camilla Abreu foi morta por um capitão da Polícia Militar do Piauí com que mantinha um relacionamento de meses.

"A manifestação será pacífica. Estaremos nos reunindo para cobrar Justiça e paz no intuito de, pelo menos, diminuir os índices de feminicídio no Piauí. Particulamente, nossa família quer a exclusão desse capitão que não merece vestir a farda da PM", disse Jadeilton Rodrigues, tio de Camilla Abreu. 

Para fortalecer a manifestação, familiares conseguiram ônibus para que mais pessoas também possam "abraçar" a causa. O transporte sairá do Residencial Saturno (do comércio do Seu Luís), da creche da Vila Uruguai (próximo a Uninovafapi) e da casa de Camilla Abreu na região do Grande Dirceu ( proximidades da churrascaria O Xérem).

Jordy Mesquita, primo de Iarla Lima, frisa que as famílias das vítimas não estão sozinhas na luta por Justiça. Ele comentou a ação ingressada pela Advocacia Geral da União (AGU) que pede que o ex-oficial do Exército, José Ricardo Silva Neto, 22 anos, seja transferido para um presídio comum. 

"A gente vê essa ação de forma otimista e esperançosa. Sabemos que não estamos sozinhos nessa batalha. Órgãos como a OAB e a AGU, por exemplo, também estão nos apoiando. Também vamos participar dessa manifestação porque a luta não é só nossa, mas de toda a população. É satisfatório saber que não estamos só", disse o primo de Iarla, assassinada em junho deste ano.  

Pouco mais de três meses da morte de Iarla, Dulcineia Lima, mãe da jovem, ainda não consegue conter as lágrimas. 

"Primeiramente, tenho recorrido a Deus. Agradeçemos a todos que têm nos apoiado. A gente pede que a população venha para a luta com a gente, na rua, no manifesto", disse Dulcineia Lima.

P U B L I C I D A D E 


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